sábado, 10 de dezembro de 2011

Feliz amanhã!


Mistura de rituais pagãos e católicos, o Natal firmou-se como um grande aliado do comércio no decorrer das últimas décadas, deixando para trás o simbolismo do nascimento de Cristo e da esperança.
São tantos os ingredientes usados nessa mistura, que é melhor nem parar para pensar sobre a data, pois corremos o risco de achar que somos meio estúpidos por comemorar algo que não faz o menor sentido quando visto à luz de um pouco de razão.
Estudantes do mundo inteiro se regozijam nessa época, pois é certo que terão alguns dias de folga escolar, e de quebra, ainda serão gratificados com uns mimos.
Com a proximidade do fim do ano, as pessoas têm a possibilidade de rever o que fizeram, deixaram de fazer, ou pretendem fazer no próximo ciclo de 12 meses. É uma época de reclusão intelectual, ou de total entrega aos costumes que impõem felicidade, afinal de contas... "Ho ho ho, é Natal."
É época do velho e gordo Papai Noel aparecer nas vitrines e nos shopping-centers para nos fazer ainda mais idiotas. 
É hora do mundo todo achar que deve nevar no pinheiro de plástico montado na sala da casa, que está toda enfeitada de piscas coloridos chineses. Os chineses ganham uma fortuna no Natal, com seus papais-noeis e cristos na manjedoura. 
E como será que eles comemoram o Natal, uma vez que eles não são cristãos? Fabricando e vendendo bugigangas para nós decorarmos nossas casas.
Somos tão tontos nesse momento, que achamos que Jesus era lourinho de olhos azuis e que nasceu no meio de uma tempestade de neve...   
Talvez caibam, aqui, mais reflexões sobre o tema, mas seria inócuo, certamente como foram essas palavras acima.
Resta desejar a todos um feliz amanhã.
Afinal, amanhã tem todo dia. Natal só uma vez por ano...

domingo, 16 de outubro de 2011

Escurecer, rezar! Vamos criar deus.

São muitas as religiões do mundo e muitas delas preconizam a oração no início da noite, assim que o sol está se pondo.
Envolta em rituais místicos e sagrados, a escolha desse momento não se dá por acaso. Esse momento, porém, de divino não tem nada. É puro medo, mesmo.
Perdida na história da evolução do homem, a descoberta do controle do fogo que iluminava e protegia, certamente se coloca como um marco no longo caminho percorrido pelos nossos ancestrais da idade da pedra até hoje.
Naquela época vivia-se escondido em cavernas, proteção natural oferecida pela natureza. Os ataques de animais e das forças da natureza eram as ações que mais exigiam atenção daqueles humanos.
Se o dia representava a hora da atividade e da segurança, a noite, por sua vez, era temida por sua negritude. Dentro da escuridão tudo podia existir e ameaçar a vida daquelas frágeis criaturas.
Que fazer, além de se esconder nas entranhas da terra e esperar o amanhecer? 
Inventaram, então, a mais forte ação mental de todas: A oração.
Não podemos dizer a que, ou a quem eles rezavam, mas isso aliviava a tensão e passava o tempo. Além de preparar  a junção carnal que viria logo mais.
Aqueles animais estavam prestes a criar um ser que merecesse essa distinção. Estavam criando deus. 
Dali em diante, a cada anoitecer, que vinha com suas perigosas horas escuras, o homem se dedica a rezar para pedir proteção e agradecer. Assim como faziam desde o tempo em que nem existia ainda a religião.

domingo, 21 de agosto de 2011

Morrer é pra quem vive

Da vida fazem parte muitas situações. Uma delas, extrema, é a morte.
Dia desses aconteceu.
Lá estava eu, em pleno velório, ouvindo preleções acerca do defunto e da vida. 
De como nós, vivos, lidamos com a nossa etapa derradeira.
Na verdade, de como nós não lidamos com ela.
Dela não queremos nem saber, e tentamos, a tudo, evitá-la. Não se fala, nem se ouve sobre ela.
Dizemos que a morte é triste e dolorosa, traiçoeira, pesada, sombria, ruim, fria, e tantos outros adjetivos que aprendemos ao longo de nossas vidas. 
Não devíamos agir assim afinal a vida é uma corrida para a morte 
E condição sine qua non para chegar à morte é estar vivo.
Achamos que a morte é ruim, quando, na verdade deveríamos é achar bom poder morrer, pois só nós, os vivos, temos esse privilégio.
Dói termos que nos afastar de pessoas caras que conviveram conosco e dividiram alguns tantos momentos nessa caminhada ao túmulo. 
A dor evoca o choro, mas chorar a separação é uma coisa, reclamar da morte é outra, bem diferente.
A dor maior é causada pela expectativa nunca cumprida de que, se não fosse a morte chegada, a vida dali em diante iria ser vivida para se conseguir realizar aquele sonho carregado durante toda a existência, e até então não colocado em prática. 
Apesar do desejo ter sido falado para todos, nada foi feito. A vida é vivida no cotidiano que nos empurra ladeira abaixo, e não nos permite saber que estamos vivos. As prioridades matam os desejos e os sonhos, adiando-os para um amanhã incerto. E é a morte quem paga a conta, sendo responsabilizada pela não realização desses sonhos.
Tolos somos todos os que acreditamos que a morte dói; que acreditamos que podemos ser eternos, mesmo convivendo com as reclamações (estas sim, eternas); que acreditamos que a morte de um conhecido nos fará diferentes amanhã. 
Qual nada. 
Depois da última pá de cal, nossos sentimentos de estranheza perante a morte se dobram, se guardam e voltam para o armário de nossas vidas de onde só sairão no próximo funeral.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Osamismo, Amém!


Diferentemente de Saddam Hussein, que foi capturado pelos soldados norte-americanos, julgado, condenado, enforcado e mostrado para todo o mundo, Osama Bin Laden foi dado como morto, mas não foi mostrado por medo de represálias, caso as imagens sejam divulgadas.
O corpo sumiu.
Muita gente duvida dessa morte, com certa razão, afinal, no amor e na guerra vale tudo. Uma mentirinha bem feita faz muita diferença.
Se existe o medo de incitar vinganças, caso as imagens sejam vistas, deve-se avaliar também o risco de não mostrar a morte em toda a sua realidade. O fanatismo poderá fazer com que aquele homem barbudo, vindo do Oriente Médio, torne-se a pedra fundamental para mais uma religião, assim como seus conterrâneos, mas não contemporâneos Maomé e Jesus Cristo.
Os ingredientes existem e não são nada suaves: em vida, lutava contra um mal, corporificado pelo ocidente; a caçada promovida pelos Estados Unidos por vários anos à sua cabeça; a sua morte anunciada repentinamente; e a falta do de cujus”; e o uso de alegações que não convencem muito, só pra citar as mais claras. Na verdade o que está sendo divulgado está causando mais desconfiança, do que crença. Está preparada a festa.
O que virá dessa interminável guerra entre o “bem” e o “mal”, fortemente estruturada entre diversas facções políticas e econômicas que querem o controle de alguns milhões de litros de petróleo, só deus sabe. E o que é mais grave: nem sabemos que deus é esse.
São tantos deuses que brigam por um espaço maior e por um poder maior nesse Olimpo, que faria inveja a Zeus e seus súditos divinos naqueles tempos mitológicos.
Dentro de alguns dias, quem sabe, não aparecerá alguém se dizendo o próprio Osama como enviado dos céus para salvar o seu povo do sofrimento causado pelo Ocidente. Ressuscitado, talvez. Mais um!
Já aconteceu algumas vezes, portanto, não é impossível acontecer de novo. Quanto a acreditar ou não, sabemos que tem sempre quem acredite no que aparece. Principalmente por lá, no Oriente Médio, que é a região onde mais surgiram religiões no mundo, berço do judaísmo, cristianismo, islamismo, sem contar com as religiões egípcias do tempo dos faraós que, em suas brigas com os judeus, nos tempos de Maomé, deram origem à páscoa.
Quem disse que o mundo estava chegando ao fim, pode acertar somente se estiver falando metaforicamente, afinal o palco está pronto para o que os historiadores chamam de “Idade Contemporânea” chegue ao fim. E seu fim foi anunciado quando Osama Bin Laden derrubou as torres gêmeas, em 2001.
Para quem não está por dentro dessas classificações, saiba que a Idade Antiga teve início quando acabou a Pré-História, há uns 6 mil anos. O marco dessa mudança foi o começo da civilização, quando o homem deixou de ser nômade e começou a construir seus instrumentos de trabalho. A Idade Antiga durou pouco mais de 4 mil anos, quando teve início a Idade Média, com a queda do Império Romano do Ocidente, no ano 476.
Quase mil anos depois, em 1453, iniciava-se a Idade Moderna, novo período na História que perduraria por 336 anos. Era a vez de cair o Império Romano do Oriente, quando Constantinopla foi tomada pelos muçulmanos. A Idade Moderna chegou ao fim na Revolução Francesa, que mudou os rumos do mundo com a “Fraternidade, Igualdade e Liberdade”. Começava em 1789 a Idade Contemporânea. De lá pra cá já se passaram 252. Se contarmos o ataque às torres gêmeas, são 242.
Como os períodos de tempo entre o início e o fim das Idades são cada vez menores, podemos entender o que estamos vivendo como um período de mudança. Os historiadores do futuro certamente vão usar como referência o ataque no início do milênio. Acho que o difícil vai ser dar um nome à nova classificação das idades.
Sugestões, por favor.      
      

domingo, 1 de maio de 2011

Bestificação dos fiéis




Costumo comentar alguns episódios acontecidos nas diversas instâncias religiosas mundo afora, por isso não posso deixar passar em branco essa beatificação de João Paulo II.
Morto há apenas 6 anos, o pontífice entra na reta para ser considerado santo, pulando algumas etapas do processo elaboradas pela própria Igreja, que é, por exemplo, a passagem de 5 anos para iniciar esse processo. Até aí, tudo bem, afinal, quem cuida da burocracia pode modificar os procedimentos sem atrapalhar nada, mas exumar o corpo...
Fico me perguntando por que tirar o caixão do sepulcro e incomodar o descanso eterno do Papa somente para que ele participe de sua própria beatificação?
Não vejo mais nenhum motivo além de uma jogada de marketing para a Igreja entrar na mídia de uma forma intensa e gratuita.
Com isso, milhares de fiéis vão aonde se expõe o caixão e alguns pertences de Karol Wojtyla numa manifestação mórbida como somente a Igreja consegue promover. Haja necrofilia.

domingo, 17 de abril de 2011

Paixão sanguinária


Chegou a época do ano mais apreciada pelos pervertidos e sedentos de sangue. Inconscientemente ou não, milhões de pessoas em todo o mundo reverenciam o sofrimento de Jesus Cristo alegando a salvação da alma e a entrada no reino dos céus, mas sentem prazer enorme em ver e saber que muito sangue foi derramado. 
Pessoas que gostam de ver um pobre homem ser açoitado, humilhado, chicoteado e crucificado até morrer. Gostam de ver seu sangue ser derramado. Sem isso não tem sofrimento. Sem sofrimento não tem salvação. Sem salvação só há condenação. 
É hora de aproveitar a chance criada pela igreja para satisfazer os mais escondidos desejos sanguinários e realizar impulsos sádicos, assistindo as milhares de apresentações de autos, peças de teatro, filmes, documentários ou outras manifestações sobre a vida, obra e morte de Cristo. 
Boa diversão para os doentes hematófilos.
Mas não sintam-se sós. Em todos os tempos, e, todos os cantos do mundo, sempre existiu essa sede por sangue.
Veja o tópico Dando o Sangue publicado há um ano.
Pai afasta de mim esse cálice...

quinta-feira, 17 de março de 2011

O planeta e seus movimentos


Há tempos que eu não tinha um motivo para escrever aqui e, de repente, veio um terromoto no Japão.
Milhares de fotos, videos e reportagens tomaram conta dos sites mundo afora. Embaixo da maioria dessas repostagens, a possibilidade de comentar... 
Ah, como o povo gosta de comentar. E tome baboseira: "Isso é o sinal que Jesus está voltando", "Deus está se vingando dos homens que destroem a natureza", "É o fim dos tempos"... Tantas besteiras, que eu me recuso a transcrevê-las.
Não tenho nada contra Deus e suas arbitrariedades, mas querer colocar a responsabilidade dessas manifestações naturais do planeta nas costas divinas... É demais.
Há milhões de anos - portanto, antes dos primeiros ancestrais dos japoneses pensarem em viver - aquele pedaço de terra é instável e sujeito a sacudidelas geológicas. O movimento das águas é consequência, e todo mundo sabe. Os japoneses, mais ainda. Tanto é que é deles a denominação: TSUNAMI. Aqui virou banda de brega. 
Quem não se lembra dos inúmeros filmes de supereróis nipônicos: Ultraman, Spectraman, National Kid, Jaspion, Power Rangers e outros tantos que lutavam contra inimigos espaciais e abissais que causavam terremotos e ondas gigantes? E Godzilla?
Isso faz parte da cultura deles assim como o Saci e as secas do sertão nordestino fazem parte da nossa.
E Deus não se mete nisso. O planeta Terra segue seu caminho lento de esfriamento do magma, e nada pode impedir o que vem por aí. 
A Califórnia está esperando o "Big One" há dezenas de anos. E um dia ele vai chegar. Talvez daqui a muito tempo, para nós, pobres mortais, que achamos 100 anos, um período de tempo longo. O planeta vive numa escala um pouquinho diferente. Nessa escala 100.000 anos é um piscar de olhos.  

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Passagem para o inferno


Sempre respeitei opiniões e valores dos outros mesmo quando acho que se trata de idiotices, afinal cada pessoa tem o direito de ser um imbecil e acreditar no que quiser. Mas, infelizmente respeito não é um dom que atinge todo mundo. 
Criei um blog para escrever e publicar o que quiser. Lê quem quer, gostando ou não do que está postado. Da mesma forma que respeito pensamentos alheios, não me incomodo quem discorda dos meus, pois sei que os meus são melhores mesmo. 
Não só respeito a pequenez do pensamento do anônimo que comentou meu tópico, como não apago e ainda destaco.
Publico agora o comentário feito acerca do tópico sobre pesquisas não realizadas:  Pretensão de proteção.
Não sei por que tanta ira no coração desse que se intitula religioso. 
Com uma atitude dessas, certamente ele está com sua passagem comprada para o inferno. Vai direto, sem escalas.
Pro inferno que ele crê, lógico, já que para mim, inferno é apenas uma forma social de se controlar falta de educação...


1 COMENTÁRIOS:


Anônimo disse...
Duvido! Prova isso seu ateu de merda!!!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Pretensão de proteção

Pesquisa (ainda não feita) pelas corretoras de seguros indicam que  67% dos veículos envolvidos em acidentes de trânsito eram portadores de adesivos religiosos, como terço de Maria, o rosto de Jesus, pombas do espírito santo, ou com dizeres tirados da bíblia, ou não.

 O alto índice de sinistros com esses motoristas indicam que eles são mais irresponsáveis na direção, por se acreditarem protegidos por uma fita adesiva no carro ou por um penduricalho qualquer no retrovisor.

 O resultado deve indicar um sobrepreço nas apólices cujos possuidores se declarem seguidores dessa ou daquela religião.

 Os motoristas que não se sentem protegidos por essas baboseiras industriais são mais cautelosos, afinal se não for assim, como será, não é verdade?

 Uma explicação mais para o lado místico indica que Deus está lá em cima só procurando mais almas para colher, e escolhe aqueles que já estão se marcando com esses badulaques.

Deus me livre...